FIM abre Museu e Hall da Fama com Agostini e Márquez

Recentemente, o motociclismo mundial celebrou um marco significativo com a inauguração do Racing Motorcycle Museum (RMM), uma conquista emblemática da Federação Internacional de Motociclismo (FIM). Localizado na antiga sede da federação em Mies, na Suíça, o museu se propõe a ser o guardião das joias mais valiosas das motocicletas, abrangendo todas as modalidades, desde o MotoGP até o Trial, sem esquecer do Motocross e Enduro. A inauguração do museu ocorreu durante o luxuoso evento prévio ao FIM Awards 2025, que contou com a presença de grandes nomes da velocidade, como Marc Márquez e Toprak Razgatlıoğlu.

O Hall da Fama da FIM

Um dos momentos mais emocionantes da cerimônia foi a criação do Hall da Fama da FIM, que homenageou os quatro primeiros imortais do motociclismo. A gestão da Fundação Internacional para o Motociclismo (IFM) selecionou quatro ícones que deixaram sua marca indelével no esporte:

  • Giacomo Agostini (Itália) – Considerado o maior de todos, com 15 títulos mundiais.
  • Harry Everts (Bélgica) – Uma lenda do Motocross, detentor de 4 títulos mundiais.
  • Sammy Miller (Reino Unido) – Reconhecido como o mestre do Trial e renomado colecionador.
  • Carmelo Ezpeleta (Espanha) – O visionário CEO da Dorna, responsável pela transformação do MotoGP.

Uma Coleção Inigualável

O RMM já abriga 43 máquinas emblemáticas, criando um impressionante contraste entre a engenharia rústica do período pós-guerra e a sofisticada aerodinâmica moderna. Entre os destaques estão as máquinas campeãs de 2025, conhecidas como “Ultimate”, que incluem a Ducati GP25 de Márquez e a BMW M 1000 RR de Razgatlıoğlu. No entanto, são as relíquias históricas que realmente cativam os visitantes.

Caminhar pelos corredores do RMM é uma oportunidade única de ver de perto a AJS Porcupine de 1949, a lendária Honda RC166 de seis cilindros pilotada por Mike Hailwood e a icônica Yamaha YZR-M1 de 2004, com a qual Valentino Rossi fez história no MotoGP. Essa coleção não é apenas uma exposição; é um tributo à cultura e ao sacrifício que moldaram o esporte motociclístico.

Um Destino Imperdível para Entusiastas

A inauguração do RMM transcende a simples preservação de máquinas; é um reconhecimento do intenso legado que cerca o motociclismo. Com uma visão integradora, o museu apresenta máquinas históricas e modernas lado a lado, como a Gilera de Simoncelli e as KTMs de rali de Daniel Sanders. Para os aficionados por motociclismo, Mies se tornou um ponto de parada obrigatório em qualquer roteiro pela Europa.

Principais Itens da Coleção

Entre as raridades presentes no RMM, destacam-se:

  • AJS Porcupine (1949) – velha conhecida dos campeões surpresa da época.
  • Honda RC166 F101 250 (1967) – pilotada por Mike Hailwood, ícone dos 250cc.
  • Derbi 50 (1969) – uma das máquinas menos conhecidas de Ángel Nieto.
  • BMW R80 G/S (1981) – utilizada por Hubert Auriol na vitória do Paris-Dakar.
  • Beta Zero (1989) – campeã mundial sob o controle de Jordi Tarrés.
  • Aprilia RSV 250 (1995) – levada ao título por Max Biaggi.
  • Yamaha YZR-M1 (2004) – a máquina que consagrou Valentino Rossi.
  • Kawasaki Ninja ZX-10R (2016) – com Jonathan Rea no comando, conquistou a disputa da Superbike.
  • Honda RC213V (2018) – outra conquista de Marc Márquez no MotoGP.
  • GasGas EC350F (2024) – campeã de Enduro de Andrea Verona.

Com um acervo tão diversificado e rico em história, o Racing Motorcycle Museum é um verdadeiro santuário para os amantes do motociclismo e uma celebração do legado que as duas rodas deixaram no mundo.

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