Introdução ao Mercado de Motocicletas no Brasil
A motocicleta deixou de ser apenas uma alternativa para quem busca fugir do trânsito ou reduzir os custos de deslocamento. Nos últimos anos, as duas rodas passaram a ocupar diferentes espaços na mobilidade brasileira, seja para ir ao trabalho, estudar, fazer entregas ou simplesmente ganhar tempo nos deslocamentos urbanos.
Os números ajudam a dimensionar essa transformação. Segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), a frota nacional chegou a 38,4 milhões de motocicletas em junho de 2026. O volume representa crescimento de 46,8% em dez anos.
Crescimento da Frota e do Mercado de Motocicletas
No mesmo período, também aumentou o número de brasileiros habilitados para conduzir motocicletas. A quantidade de pessoas com habilitação na categoria A passou de 30,7 milhões para 42,7 milhões.
O mercado de motos no Brasil mantém ritmo de crescimento. De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), 1,174 milhão de motocicletas foram emplacadas no primeiro semestre de 2026, alta de 14,1% na comparação com o mesmo período de 2025.
O resultado também representa um recorde histórico para os primeiros seis meses do ano. Em julho, outros aproximadamente 199 mil veículos foram licenciados. Com isso, o mercado acumulou cerca de 1,37 milhão de motocicletas emplacadas nos sete primeiros meses de 2026.
Motos no Brasil: Diversidade de Uso e Perfis
Esse cenário acompanha mudanças na forma como a moto é utilizada. Se antes o veículo estava mais associado ao deslocamento individual, hoje também é uma ferramenta de trabalho para entregadores, profissionais autônomos e outros usuários que dependem de deslocamentos frequentes.
A expansão do mercado também aumentou a variedade de motocicletas disponíveis. Com isso, a escolha deixou de depender apenas do preço ou da cilindrada e passou a considerar a finalidade de uso.
Escolhendo a Moto Certa
Para quem utiliza a moto predominantemente na cidade, por exemplo, características como baixo peso, facilidade de condução, consumo de combustível e agilidade podem ter mais importância. Em trajetos com trânsito intenso e paradas frequentes, uma motocicleta compacta pode facilitar a rotina.
Já quem alterna entre deslocamentos urbanos e trechos mais longos precisa observar outros aspectos. Potência, relação de transmissão, autonomia, estabilidade e capacidade do tanque passam a ter maior peso na decisão.
O tipo de via também influencia. Ruas esburacadas, estradas de terra e trajetos com obstáculos podem exigir uma motocicleta com maior distância livre do solo e características de suspensão compatíveis com essas condições.
Cilindrada e Escolha da Moto
Modelos de 125 cm³ continuam ocupando um espaço importante entre as motos destinadas ao uso urbano. O conjunto geralmente prioriza facilidade de condução, baixo peso e economia, características interessantes para quem utiliza a motocicleta diariamente em trajetos curtos e médios.
Na faixa de 160 cm³, a proposta pode ser um pouco mais abrangente. Modelos desse segmento costumam oferecer maior desempenho sem abandonar características importantes para a utilização urbana.
Um exemplo é a Avelloz AZ160 Xtreme, que tem motor de 160 cm³, potência declarada de 12,3 cv, câmbio de cinco marchas, tanque de 13 litros e 270 mm de distância livre do solo. A marca também atua no segmento de baixa cilindrada com a AZ125 Alfa.
A Escolha da Moto Dependendo da Rotina
A escolha da moto depende da rotina do motociclista. A distância percorrida diariamente, as condições das vias, a posição de pilotagem, a autonomia e a necessidade de transportar carga também devem entrar na avaliação.
Para quem percorre poucos quilômetros por dia em áreas urbanas, por exemplo, uma moto leve e econômica pode fazer mais sentido. Já para quem passa várias horas sobre duas rodas ou combina cidade e rodovia, conforto, autonomia e desempenho ganham importância.
O crescimento da frota brasileira mostra que a motocicleta assumiu diferentes funções na mobilidade. Mais do que uma alternativa ao carro ou ao transporte coletivo, ela passou a fazer parte da rotina de milhões de brasileiros — e a diversidade de modelos disponíveis acompanha essa mudança.