Introdução às Voge DS525X e DS900X
Aceleramos as recém-lançadas aventureiras da Voge, a DS525X e a DS900X, duas motos bem projetadas e superequipadas que prometem arrancar suspiros dos motociclistas. Inicialmente, é preciso lembrar que o teste foi realizado no circuito do Haras Tuiuti, com asfalto bastante conservado. Por sua vez, o off-road ficou limitado a um pequeno trajeto por estradas de chão nas proximidades da pista. Mesmo assim, foi possível sentir boa parte das virtudes das duas motos.
Características da DS525X
A DS525X tem um design realmente bonito e extremamente chamativo. Vista de lado, é possível apreciar linhas rebuscadas, com muitos vincos. Os belos faróis parecem apontar para baixo e, sob eles, há um apêndice que lembra, de longe, o bico da Ducati Multistrada. A partir dele partem as laterais que envolvem o tanque, também multifacetadas por ângulos e vincos agressivos.
O para-brisa fumê, sobre o farol, é regulável e abriga o belo painel em TFT, que tem conectividade via Bluetooth e reúne muitas informações, incluindo sensor de pressão dos pneus, indicador de marcha e temperatura ambiente, entre outras. Outro componente interessante é a câmera frontal, capaz de gravar em HD, com memória de 128 MB, para registrar seus trajetos ou os amigos à sua frente nos rolês.
Ergonomia da DS525X
Se você ficar ao lado da DS525X, a impressão é de que ela é alta e que montá-la será difícil. Porém, depois de passar a perna sobre o banco, a percepção muda: a moto foi pensada também para motociclistas mais baixos. O banco está a 810 mm do chão e, por isso, uma vez sobre a moto, eu, com meus 1,80 metro, consigo apoiar os dois pés no chão.
Também percebi que o guidão não é muito largo e está mais próximo do corpo, o que reforça a sensação de que a DS525X foi projetada para proporcionar maior segurança aos motociclistas de menor estatura. Particularmente, não me encaixei muito bem na moto. Tive sensação semelhante na CFMOTO Ibex 700. Dessa forma, concluí que a distância entre o banco e as pedaleiras é curta para mim, enquanto o guidão mais estreito me passou uma sensação de aperto.
Dinâmica da DS525X
A DS525X tem chassi tubular de aço, com bengalas invertidas Kayaba de 41 mm de diâmetro e 150 mm de curso, totalmente reguláveis na pré-carga da mola e nos ajustes hidráulicos de compressão e retorno. Atrás, a suspensão monoamortecida tem 145 mm de curso e conta com ajuste de pré-carga e compressão hidráulica.
A moto utiliza rodas raiadas de 19 polegadas na dianteira e 17 na traseira, calçadas com pneus Metzeler Tourance Next. É um conjunto bastante competente. Nesse sentido, logo nas primeiras curvas, senti a frente bastante “solta”. Ao iniciar a inclinação, a moto começava o movimento e, de repente, deitava rapidamente, transmitindo uma sensação de imprecisão.
Regulagens nas Suspensões da DS525X
Iniciamos o teste com os ajustes das suspensões bem macios. Isso resultou nesse comportamento e também permitiu um afundamento exagerado da dianteira nas frenagens, dificultando a manutenção da trajetória nas entradas das curvas e provocando algumas sacudidas nas reacelerações durante as saídas.
Depois que o pessoal da Voge refez os ajustes para um padrão mais esportivo, endurecendo as suspensões, o comportamento mudou sensivelmente. Dessa forma, foi preciso fazer mais força para direcionar a moto, mas, em compensação, ela passou a contornar as curvas com mais estabilidade e ganhou precisão no direcionamento.
Motor da DS525X
Acelerar a DS525X é prazeroso. O motor de dois cilindros paralelos, com 494 cm³ e refrigeração líquida, tem respostas amigáveis e bom torque em baixas rotações. Não é, propriamente, um motor que empolgue nas acelerações, mas corresponde aos números absolutos de potência e torque, de 47,6 cv e 4,5 kgf.m, respectivamente.
O propulsor trabalha com câmbio de seis marchas e embreagem assistida e deslizante. As seis marchas são bem escalonadas, embora o curso do pedal de câmbio seja um pouco longo, exigindo um movimento maior do pé para o engate.
Freios da DS525X
O sistema de freios conta com dois discos de 298 mm na roda dianteira, com pinças flutuantes de dois pistões. Atrás, o disco de 240 mm utiliza pinça de um pistão. Ambos são assistidos por ABS. Para quem gosta de fazer incursões na terra, há a possibilidade de desligar tanto o controle de tração quanto o ABS.
A bem da verdade, o freio dianteiro tem um tato inicial um pouco borrachudo e exige força no manete para sentir a mordida das pinças. Embora o sistema seja eficiente e suficiente para conter os cerca de 210 quilos da moto em ordem de marcha, eu prefiro sistemas com pegada mais imediata, como o da irmã DS900X, que utiliza pinças radiais de quatro pistões.
Características da DS900X
A big trail topo de linha, DS900X, segue o