Motociclista Brasileiro em 2026

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Publicado em 16 de setembro de 2026

Quem é o Motociclista Brasileiro em 2026?

A motocicleta está presente em quase 39 milhões de garagens no Brasil, desde casas simples na periferia de Manaus até apartamentos de grandes capitais do Sudeste. Ela se tornou parte da rotina de milhões de brasileiros, seja para entrega de comida à noite, levar o filho à escola pela manhã ou sonhar em rodar o país num fim de semana livre. Mas quem é, afinal, esse motociclista de 2026? Os números da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) ajudam a desenhar esse perfil e mostram uma indústria que vem correndo atrás para acompanhar as mudanças desse público.

O Perfil do Motociclista Hoje

O Brasil apresenta em 2026 uma frota de 38,4 milhões de motocicletas em circulação, um crescimento de 91% em relação a 2012. Para colocar esse número em perspectiva, são 42,7 milhões de brasileiros habilitados na categoria A, segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e compilados pela Abraciclo. O perfil majoritário ainda é masculino, ou 74,6% dos habilitados, mas o dado que chama atenção é a velocidade da mudança. Em 2016, as mulheres representavam 6,2% da população feminina habilitada a pilotar; em 2025, esse número já havia subido para 9,2%.

Em termos absolutos, o crescimento de habilitadas nos últimos 15 anos foi de 141%, mais que o dobro do ritmo de crescimento entre os homens (69%) no mesmo período. Para a Abraciclo, o salto reflete tanto a busca por mobilidade quanto a evolução dos próprios modelos. “A motocicleta consolidou-se como uma alternativa ágil, econômica e independente ao transporte público, reduzindo o tempo de deslocamento nas cidades”, avalia Sergio Oliveira, diretor-executivo da entidade.

A Distribuição Etária e Geográfica

A faixa etária que mais pilota está entre 31 e 40 anos: 35,5% da população brasileira nessa idade têm habilitação para moto, a maior proporção entre todas as faixas etárias. Na sequência vêm os grupos de 41 a 50 anos (32,1%) e um empate técnico entre os mais jovens, de 18 a 30 anos, e os mais experientes, de 51 a 60 (ambos em 23,2%). Esse motociclista também não está distribuído igualmente pelo mapa. Nas regiões Norte e Nordeste, a moto responde por 50,7% e 46,3% de toda a frota de veículos, respectivamente, praticamente uma moto para cada carro ou ônibus na rua.

Como a Motocicleta está sendo Utilizada

Se o perfil do motociclista mudou, o uso da motocicleta também. A produção nacional por categoria em 2025 revela o que já era intuitivo para quem vive nas ruas das grandes cidades: motos da categoria street — simples, econômicas, sem carenagem, pensadas para o uso diário e profissional — respondem por 50,8% de tudo o que sai das fábricas, seguidas por modelos trail, versáteis para asfalto e terra (21%), e por scooter e motonetas, voltadas à mobilidade urbana, que somam outros 22% da produção.

Motos de lazer ou alta performance, como as super sport e touring, não passam de 1% da produção somada. Por trás dessa estatística está uma realidade que a pandemia deixou evidente: os motoentregadores. Em 2020, quando o país enfrentava uma das maiores crises sanitárias de sua história, foram os motofretistas que mantiveram a logística de entrega de itens essenciais, como mantimentos e remédios, e ganharam da opinião pública o apelido de “heróis da pandemia”.

Segurança e Tecnologia: a Indústria Acompanha o Motociclista

Historicamente, a indústria de duas rodas tem investido em segurança, acompanhando o crescimento do setor. Em 2008, foi produzida no Brasil a primeira motocicleta equipada com freios ABS. Em 2013, chegou a primeira moto nacional com sistema Start/Stop. Um ano depois, em 2014, o Contran publicou a Resolução 509/2014, que trata de freios ABS/CBS, com participação ativa da Abraciclo na discussão, um marco que, em 2019, se tornou obrigatoriedade: 100% das motocicletas fabricadas no Brasil passaram a sair de fábrica com ABS ou CBS de série.

Além dos freios CBS e ABS, hoje obrigatórios por lei conforme a cilindrada, o mercado já avançou para outras frentes de segurança. “O mercado incorpora novas soluções que protegem o condutor. É o caso do controle de tração (TCS), agora presente desde scooter urbanos e em motos de média e alta cilindrada, e dos modernos sistemas de iluminação em LED, que ampliam a visibilidade do veículo no trânsito”, descreve o diretor-executivo da Abraciclo.

O Retrato que se Desenha

Some-se a isso um dado que a própria indústria já reconhece: o segmento de duas rodas movimenta hoje R$ 44,8 bilhões por ano no Brasil e emprega, somando o Polo Industrial de Manaus e a cadeia nacional, mais de 155 mil pessoas diretamente. É um setor que cresce puxado por um público em transformação: mais diverso, mais espalhado pelo país e, cada vez mais, também, feminino. Do motofretista que roda o dia inteiro entre bairros até quem guarda a moto para os fins de semana de estr

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